segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Treinamento de força x sarcopenia


Joziane Teixeira Santos
Postado por Joziane Teixeira Santos em Sábado, 12 Janeiro 2013 em Variedades EF
A palavra Sarcopenia vem do vocabulário grego (sarx = carne e penia = perda - perda da carne). Define-se pela perda da massa muscular que ocorre com o envelhecimento, sendo responsável alterações na composição corporal e densidade óssea.
sarcopenia1
Com o processo de envelhecimento,  existe uma perda preferencial pelas fibras tipo II (contração rápida) que está relacionado com a redução na força muscular, uma vez que estas fibras são consideradas grandes responsáveis pelo trabalho de força. Já a fibra do tipo I (de contração lenta) permanece menos afetada.
Em mulheres idosas, os componentes de mineral, água e proteína da massa livre de gordura decrescem 23%, 14% e 20%, respectivamente. Nos homens, há um decréscimo de 10%, 12% e 13%, respectivamente, sendo que o maior decréscimo ocorre 70 a 79 anos e dos 80 a 89 anos, pois neste período, as perdas já chegam a 20% de água, 28% de proteína e 17% de mineral em ambos os sexos.
Treinamento de força
Para o tratamento da sarcopenia têm-se adotado a reposição hormonal, suplementação nutricional e a prática de exercício físico.
O treinamento de força, mais do que qualquer outro, pode diminuir os efeitos do envelhecimento contribuindo para uma melhora na função neuromuscular.
sarcope
Um treinamento de força sistematizado pode elevar os níveis de força em idosos, porém, as perdas são inevitáveis.
Estudos afirmam que a atrofia muscular devida a idade tem início no jovem adulto, ou seja, em torno dos 30 anos. O indivíduo não treinado perde cerca de 10% de sua massa muscular até os 50 anos. A partir daí, o processo de atrofia se acelera visivelmente aos 80 anos.
Num estudo com indivíduos idosos (média de idade de 87 anos), institucionalizados, que realizaram treino de resistência associado à suplementação nutricional por dez semanas, tiveram aumento de 125% da força muscular, bem como melhora objetiva da marcha, velocidade e atividade física espontânea.
sarc
Em outro estudo, foram investigados 112 idosos, divididos em gurpo de 20%, 50% e 80% de 1RM além de grupo controle. Os participantes realizaram treino de frça duas vezes por semana, durante 8 a 12 semanas. Demonstrou-se que o pico de potência muscular pode ser melhorado de forma semelhante, por meio de um treinamento de leve, moderada ou alta intensidade. Porém, o uso de cargas altas (80% de 1RM) é a forma mais efetiva para obter melhoras na força, potência e resistência em idosos.
Recomendações de Prescrição do treinamento de força para idosos para ganhos de força e hipertrofia:
Repetições: de 8 a 12;
Intensidade: a partir de 70% de 1 RM;
Progressão: inicialmente em máquinas e na progressão com pesos livres;
Grupos musculares: recomendam-se exercícios multiarticulares e monoarticulares;
Intensidade: 60 a 80% de 1 RM;
Frequência: 2 a 3 vezes por semana, em dias alternados;
Tempo de recuperação entre as séries: 1 a 2 minutos.
Adaptado do posicionamento oficial do ACSM (2002).
Assim sendo, os estudos demonstram que a sarcopenia associada ao envelhecimento é um processo lento e progressivo, além de inevitável até para quem já pratica exercícios, porém, ficou comprovado que o melhor meio para minimizar os efeitos deletérios do envelhecimento é o treinamento de força bem orientado.
***Procure um profissional de Educação Física!!!***
Referências bibliográficas
BALSAMO, S.; SIMÃO, R.. Treinamento de Força Para: Osteoporose, Fibromialgia, Diabetes Tipo 2, Artrite Reumatóide e Envelhecimento. São Paulo: Phorte, 2005.
FIATARONE M, A.; O’NEILL, E , E.; RYAN, N, D. Exercise training and nutritional supplementation for physical frailty in very elderly people. N Engl J Med 330: 1769-75, 1994.
FLECK, S, J.; KRAEMER, W,J.; Fundamentos do treinamento de força muscular. Artmed editora, 1997.
LEITE, P. F. Exercício, envelhecimento e promoção de saúde. Belo Horizonte: Editora Health, 1996.
MONTEIRO, W. D. Força muscular: uma abordagem fisiológica em função do sexo, idade e treinamento. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, v. 2, n. 2, p. 50-66, 1997.
SILVA, T.A., FRISOLI JR., A., PINHEIRO, M.M., SZEJNFELD, V.L. Sarcopenia associada ao envelhecimento: aspectos etiológicos e opções terapêuticas. Rev. Bras. Reumatol. Vol.46. No.6. São Paulo Nov./Dez. 2006.
TEIXEIRA, L. Atividade física adaptada e saúde: da teoria à prática. São Paulo, 2008. Ed. Phorte.
Profissional de Educação Física (UNEC), Especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde (UGF). 
Atua como Personal Trainer, Instrutora de Pilates, Professora de Ginástica Laboral, Ginástica Localizada e na Educação Física Escolar.
Email: josyefisic@gmail.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Educação na Terra e no espaço


Nasa lança mais uma página voltada ao ensino de ciência. O portal reúne praticamente todo material para alunos e professores já produzido pela agência espacial.

Por: Thiago Camelo
Publicado em 09/01/2013 | Atualizado em 09/01/2013
Educação na Terra e no espaço
Na nova página educacional da Nasa, o aluno tem acesso a vasto material produzido pela agência espacial. Um exemplo: uma série de aulas sobre magnetismo. (foto: Nasa)
Não sabemos se todo professor está a par dessa informação, então segue a dica: a Nasa tem um extenso programa voltado aos educadores. São vídeos, dicas, visitas marcadas (para as escolas norte-americanas) e manuais com passo a passo de diversas experiências.
Recentemente, a agência espacial lançou mais um serviço voltado aos educadores. Dessa vez, a iniciativa é totalmente on-line: o Nasa Wavelength – um site direcionado a estudantes e professores com informações sobre a Terra, o Sistema Solar e o universo.
A página é dividida por níveis de conteúdo que abrangem desde o ensino básico até o universitário. É possível encontrar informações sobre um tema específico – as pesquisas em Marte, por exemplo – ou mesmo um plano de aula inteiro sobre o clima na Terra.
Curiosity
No Nasa Wavelength já é possível 'pescar' material para aula sobre temas extremamente atuais, como a visita da sonda Curiosity a Marte. (foto: Nasa)
Para o ensino médio, há quase 700 conteúdos no ar. O professor tem o passo a passo, por exemplo, de uma aula sobre a diferença de temperatura entre a terra e o mar. Não apenas isso: ele tem em mãos o guia com as experiências necessárias para tornar a aula mais interessante e o custo por aluno do material adequado para a atividade.
Em outra aula, classificada como “educação informal” – ou seja, não é voltada para nenhum grau de ensino específico –, o usuário tem acesso a um jogo cujo tema são os mistérios do buraco negro.
Para o ensino médio, há quase 700 conteúdos no ar
Muitas vezes, outras ferramentas disponíveis na internet são necessárias para que a aula ocorra, entre as quais vídeos, áudios e textos de outros portais. É uma forma, defendem os criadores do Nasa Wavelength, de estimular a interatividade e interdisciplinaridade.
Em comunicado para a imprensa, Stephanie Stockman, uma das diretoras dos projetos de educação da agência espacial, disse que na página é possível encontrar praticamente todo material voltado para educação produzido pela Nasa. Além disso, completa Stockman, há no site espaço para os usuários solicitarem mudanças no conteúdo didático existente e também sugerirem novas aulas.
Única objeção: é necessário saber inglês para usar todas as ferramentas disponíveis no portal. Mas vale a pena!

Thiago Camelo
Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Profissões que tiveram ganho e perda de salários em 10 anos


Um estudo divulgado pela Brasil Investimentos & Negócios (BRAiN) nesta sexta-feira apontou que, entre os anos de 2000 e 2010, o salário médio para pessoas com o curso superior completo caiu em média 6%, passando de R$ 4.317 para R$ 4.060. Dentre as áreas atingidas estão enfermagem, administração de empresas, turismo, farmácia e marketing - resultado obtido graças ao aumento no número de formados. Porém, apesar da queda na média, alguns cursos registraram um aumento nos salários - dentr eles medicina, arquitetura, engenharias, economia e ciências sociais, já que tiveram uma queda na oferta de mão de obra.
O estudo mostrou que os profissionais que completaram apenas o ensino médio também tiveram queda nos salários, que passou de R$ 1.318 em 2000 para R$1.317 em 2010, ou seja, uma baixa de 4,4%. Já a diferença entre o salário de quem completou o ensino médio e quem completou o ensino superior caiu de 213% para 208% em dez anos, informou a pesquisa.
Além disso, as áreas de medicina, humanidades e engenharias apresentaram uma alta na porcentagem de formandos que trabalham na área de formação. Já enfermagem, química e farmácia apresentaram declínio neste tipo de dado. De acordo com a pesquisa, estes resultados são reflexo do aumento ou diminuição nas oportunidades de trabalho em cada área. 

Docentes da Pós-graduação EAD visitam empresas e entidades




Objetivo é divulgar cursos oferecidos pela Universidade


Um grupo de professores dos cursos de especialização EAD da ULBRA está realizando visitas a entidades e empresas com o intuito de divulgar os serviços oferecidos pela Universidade e renovar parcerias. A coordenadora dos cursos de especialização EAD, Andrea Eick, destaca que é importante intensificar este tipo de ação com o objetivo de divulgação do trabalho e captação de novos alunos. Andrea, juntamente com a professora Dalva Santana e a coordenadora de Estágios e Convênios da ULBRA, Marliza Argenta, visitaram o Grupo Bettanin, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí (Acigra) e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte de Valores, Transporte de Documentos e Escolta Armada (SindiValores).
No encontro com a gerente de treinamento e desenvolvimento do Grupo Bettanin, Rita Mariel Pietrovski, foram entregues materiais que serão disponibilizados aos funcionários. O Grupo Bettanin, que reúne seis empresas, e a ULBRA possuem uma parceria desde 2010.
A visita à Acigra também teve a intenção de reforçar laços com a entidade, que possui 835 empresas associadas. A Associação é conveniada com a Universidade desde 2010. Na ocasião, foi prospectada ainda a possibilidade da realização de palestras temáticas nos eventos da entidade como forma de divulgação para os cursos e atualização aos associados.  
Já o SindiValores mostrou interesse em firmar convênio com a ULBRA. “Estamos buscando parcerias com instituições de ensino superior, pois é necessário que tenhamos condições de oferecer aos trabalhadores da nossa categoria, e seus dependentes, alternativas para buscar a qualificação, afim de que possam, da melhor maneira possível, encarar o mercado de trabalho que hoje se apresenta de uma forma dinâmica e competitiva”, destacou o secretário geral do SindiValores, Norton Jubelli Rodrigues.

sábado, 22 de dezembro de 2012

ULBRA inscreve para cursos de Especialização




São oferecidas opções nas modalidades presencial e EAD

A ULLBRA está com inscrições abertas até fevereiro de 2013 para os cursos de Pós-graduação – Especialização. São oferecidas mais de 90 especialidades em oito campi e mais 29 cursos EAD. No campus Canoas são 41 opções nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas, Exatas e da Terra, Humanas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes, e Multidisciplinar. Mais informações no site www.ulbra.br/pos-graduacao/especializacao.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

PPGEDU oferece curso de mestrado modular



Aulas serão realizadas em janeiro

O Programa de Pós-graduação em Educação (PPGEDU) da ULBRA Canoas está com inscrições abertas para o mestrado modular, com aulas que acontecem em janeiro. Funcionários das unidades da Universidade têm desconto e podem se inscrever pelo site www.ulbra.br/ppgedu até o dia 03.01.2013. O início das aulas está previsto para dia 09.01.2013.
Mais informações sobre o processo seletivo no site e com a secretaria do Programa pelo telefone(51) 3477.4000, ramal 2308 ou pelo e-mail ppgedu@ulbra.br.